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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Grande Trail Serra D'Arga

Para quem não quiser ler o resto: acabamos, demorou mas acabamos!

Fase I - 0 a 21kms

E à oitava badalada da igreja de Dem aí fomos nós, serra acima. O tempo estava óptimo, o dia tinha acabado de nascer e nem tão pouco tinha sido uma noite fria, excelente temperatura.

Com a Analice - 68 anos e faz-nos ver a todos

Começamos a subir o monte sobranceiro a Dem, com alguma cautela e resguardo já que a distância total era longa. Eram 3 kms de subida com alguma tecnica que apesar de tudo correu bem. Descida até aos 7kms e as coisas corriam melhor do que o esperado. Nova subida até aos 11kms, já com 2 abastecimentos ,um de sólidos, sem stresses.
E depois descer até ao rio, foi onde se conseguiu correr a sério, pois até aqui foi subir e descer lento.


O rio aparecia como uma grande dificuldade e foi, porque era dificil não atentar na paisagem. É claro que a velocidade na transsposição de pedras no meio do rio, muito escorregadias, alternadas com subidas ingremes nas encostas, não podia ser grande.
Nova pequena subida e chegamos à Montaria com 3:20h, e aqui tinhamos que decidir, ou prosseguir para os 42km ou desistir já ali.
Estavamos bem, o abastecimento revigorou-nos e seguimos...
Fase II - 21 a 30kms

A subida seguinte foi longa, muito longa 7 kms onde só se subiu, rapidamente se foi o entusiasmo e as forças! Nem a paisagem nos valia...



Trilhos que nos levaram ao cimo da Serra D'Arga, ao longo de caminhos e pedrados do maciço grantinico causaram moças. E como não chegava umas arrealiadoras nascentes de água, para nos molhar mais um pouco as sapatilhas, tornando o acto de caminhar ainda mais dificil.

No topo da serra, nova esperança. Uma colega experiente, dá-nos o ânimo: "agora é só mais aquela subida" (foram mais 3, mas pequenas) e depois é só descer. E assim retomamos um ritmo mais rápido na descida, finalmente a correr.

Novo abastecimento - "não há copos!" - bem, há que beber as reservas da mochila. Resolvemos parar mais à frente, trocar meias e estabelecer estratégia: nova subida vinha aí...

Fase III - 30 até ao fim

É preciso dizer que já iamos para lá das 5 horas, aquela ultima subida tinha-nos quebrado. Pela frente nova subida ao topo, onde tinhamos estado, a desmotivação depressa se instalou, ritmo chegou a baixar para 20min/km e o topo nunca mais chegava.

"Vamos chegar lá em cima e desistimos..." - desabafavamos..."ninguem nos pode pedir mais,...", sentavamo-nos um pouquinho e nova tentativa para por ritmo mais elevado.

Finalmente o topo, estendemo-nos uns segundos na relva, fresca porque não dava o sol, e levantamo-nos : "quem chegou até aqui fazendo o mais dificil, faz o resto!"

Breve corrida no planalto e descida até abastecimento, aos 34kms... não apareceu, será que vimos bem? 35, 36 e finalmente aos 37kms lá chegou. Àgua fresca, era só o que  queriamos, breve conversa com os voluntários e prontos para última subida. Subimos um pouco mais rápido até às eólicas, a tarde  tinha trazido algum vento, tornando o cimo da serra um pouco mais fresco. Nova descida pequena e outra subida? - "esta é que deve ser a última!".

Aparece um voluntário para dar ânimo e diz-nos só faltam 4,5km, é só fazerem uma subida de 500m, mas cuidado que é muito técnica e depois 800m de plano e começam a descer para a meta" - outra subida?

Nesta altura, subir era o estado natural do nosso corpo, pelo que parecia que já não nos importavamos...

Novo abastecimento aos 42kms e só faltavam pouco mais de 3kms, fizemos a correr!, por esta altura já ninguem corria, de modo que ultrapassamos alguns colegas na descida.

Meta a 1km, mais ânimo, metros finais e a desejada chegada - mais de 9 horas depois.

Não desistimos e não fomos os últimos...Mais tarde soubemos que das 3:30 previstas para o 1º, as dificuldades impostas fizeram com que o primeiro tivesse feito em quase 5 horas! a prova.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

AX Trail #02 - Nocturno Alvaizere

Existiam dois grandes motivos para a participação nesta prova: primeiro porque já cá tinhamos estado o ano transacto, o que nos sossegava em relação a "supresas" inesperadas, e em segundo o facto de já termos concluido a primeira prova (com sofrimento, é certo) na Ferraria de S. João.


Esta prova tem também outro aliciante, é um percurso efectuado à noite, o que propicia desafios acrescidos e "paisagens" vistas de forma diferente.


Percurso

Se apelidamos à primeira prova de NLAD (não lembra ao diabo), esta teremos que a classificar como PQMN - porquê é que me meto nisto...

Para começar a distância aumentou de 23kms, do ano passado, para 29kms deste ano, sendo que esse aumento traz sempre outra consequência: mais desnível. No total 1.100m de acumulado.
Altimetria_AVZ_2012

Depois porque a maioria do trail é feito em trilhos "erráticos", onde o simples exercicio de colocar o pé no chão é um desafio constante. Dizem que alguns deles só seriam mesmo usados por cabras, mas não acredito... acho que nem elas...

A juntar a isto o ambiente de montanha tipico, pois quando não eram os ambientes mais desabrigados com suas pequenas pedras a dificultar o percurso, eram os trilhos das enconstas e pequenos vales, onde a vegetação bloqueava o caminho e transformava a escuridão ainda mais escura.

Sim, porque tudo isto tudo à noite, sem qualquer iluminação, apenas contando com as nossas ténues luzes dos frontais.


Mas pelo meio a oportunidade de ver e estar em ambientes únicos, aqui ou ali pontuados por minúsculos pontos de luz que se deslocavam tão rápido o cosneguiam ou o queriam.

Como correu

Mais uma vez, e para já assim é, o objectivo é terminar, de preferência sem mazelas de maior.

A primeira subida prometia dureza, e felizmente não sentindo o efeito da chuva que caira antes ainda da partida, e ainda beneficiando da luz natural do lusco-fusco, lá chegamos ao primeiro abastecimento a um ritmo cauteloso, já que conheciamos o que ainda estava para vir.

A descida seguinte encerrava em si dois perigos, a falta de solo "firme" por causa das pedras que o pontuavam, aliado à velocidade que a inclinação obrigava. Isto tudo ainda antes da 1 hora de prova. Já no fundo do vale, a escuridão caiu e a partir daí só com os frontais acessos.

O vale trouxe-nos um curtissimo "descanso" já que percorremos alguns metros em plano, pois logo de seguida a segunda subida pela encosta até ao segundo abastecimento - aqui lá foi a nossa "estamina", mas não o entusiasmo. As forças não eram como inicio e a juntar a isto um grande "dessaranjo" intestinal de um de nós que acompanhou até ao fim da prova... E já tinhamos passado as 2 horas de prova.


Nova descida, menos acentuada, em trilhos largos de terra batida, poucas pedras...podiamos recuperar tempo - mas não dava, foi a pior parte da prova, porque sentia-se que se podia ir mais depressa mas o corpo semi desidratado não deixava.

Novas subidas ligeiras e descidas levaram-nos até ao 3º abastecimento, que ficava imediatamente antes do "rio". 3 horas e pouco de prova...

O rio era a nossa "besta" a ultrapassar, que tinha estado na nossa cabeça desde o inicio. Quase 2 kms no leito dum rio seco, onde o caminho é todo entre fragas e pequenos entalhes na rochas do leito que teria uma largura máxima de 5m entre as duas paredes, criando assim um "corredor". Contava ainda com subidas assistidas por corda e onde correr ainda que devagar não é um risco, é suicidio.


Curiosamente, as forças regressaram em parte e fizemos o percurso todo sem qualquer paragem a um bom ritmo, para o trajecto claro.


Finalmente o final do rio, que nos punha nos 25 kms de prova e a partir daqui seria só rolar até à meta...engano puro! Mais umas subidas que nos mataram, o ritmo caiu novamente e nem tão pouco se viam colegas para nos alentar, nem à frente nem atrás...ninguém por muitos e muitos minutos.

E perdemo-nos, falhamos um desvio e quando demos por ela estavamos junto a um casario com uma bifurcação, e nem sinais de fitas...um foi para esquerda outro para a direita e nada...há que voltar para tráz, lá foram mais 10 min. e o desalento aumentou.

Finalmente a ultima descida para a vila, falta 1 km, dizia-nos um voluntário - finalmente a rolar e sempre a correr!!!! após 4 horas de prova. Entrada no estádio, volta de chegada e cortar a meta - onde nos podemos deitar????!!!!
Organização
Logistica e instalações - excelente, a partida e chegada no estádio estava muito bom. As marcações igualmente, alguns trilhos tinham pequenos reflectores incrustados nas rochas salientes o que ajuda na escuridão. Ainda agora não sei como nos perdemos, mas à chegada também ouvi uns colegas a dizer que tinham feito 32kms, andaram perdidos...
Abastecimentos - não comemos nem bebemos quase nada (o dessaranjo não deixava), pelo que vi estavam q.b.. Acho que no final podia ter mais substância nos sólidos.

Vamos ao próximo...



segunda-feira, 26 de março de 2012

Trilhos do Pastor 2012 - 28kms

Mais uma prova...desta vez com ajuda da metereologia, na bonita Serra da D'Aire.

Percurso

Outra vez na zona da Serra da D'Aire. Muita pedra, as habituais subidas e descidas, passagens nos moinhos, nas torres éolicas e desta vez na Grutas da Moeda. Com começo e final em S. Mamede.



Apesar de se situar nestas serranias, que tendem a ser mais agrestes, fomos presenteados com uma variedade apreciável de paisagens e de locais que ficam na retina, que sinceramente não esperavamos à partida.

Descida perigosa em cima de "calhaus"


É certo que eram 28kms, dá para muita coisa...

Retemos a passagem nas grutas da Moeda, um "loop" que muitos consideraram desnecessário, e a descida numa das vertentes no Fetal, onde um perigoso trilho descia a montanha, aqui e ali protegido com cordas.

Com a ajuda das cordas...

Organização

Excelente na recepção, no encaminhamento, no espaço para estacionamentos (em outras até isto é um problema).

O percurso estava quase sempre bem sinalizado, só nos enganamos duas vezes, mas foram poucos metros de "desvio". As fitas eram encarnadas esbatido, a malta tende a procurar indicações listadas ou de cores vivas, uma nota de melhoria.

Bastantes voluntários durante o caminho e as zonas mais complicadas sempre com indicações por setas - o facto de ser a quarta edição deve ajudar nestas coisas.

Abastecimentos

Bem posicionados mas quiçá com pouca oferta. Senão vejamos água, água, água + laranja ou banana + água. Pobre, no minímo.

Bem sei que não é por aqui, mas ajuda ter um sumo ou outra qualquer beberagem com açucar, há malta que não leva nada...

Como correu

Mal... noite mal dormida, preparação deficiente e pronto, a "parede" lá apareceu pouco depois dos 20kms, logo perante a pior subida...

A penosa, muito penosa subida...

Nestas coisas, faz sempre bem parar para pensar. Nem 20 seg. tive sentado mas fui logo apanhado pela câmara:

20 seconds rest...

E até aqui nem estavamos mal, 2h e pico para 20kms, com 8kms para o final, não estava mal... mas a partir daqui tudo foi sacrificio, não admira pois que tenhamos demorado mais de 1h para 8kms.


Trilho do Pastor Batalha por jorgebr no Garmin Connect - Detalhes
Mas, mais uma vez acabamos, que para já vai ditando o objectivo primordial.

Brevemente, mais fotos...