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terça-feira, 5 de junho de 2012

AX Trail #02 - Nocturno Alvaizere

Existiam dois grandes motivos para a participação nesta prova: primeiro porque já cá tinhamos estado o ano transacto, o que nos sossegava em relação a "supresas" inesperadas, e em segundo o facto de já termos concluido a primeira prova (com sofrimento, é certo) na Ferraria de S. João.


Esta prova tem também outro aliciante, é um percurso efectuado à noite, o que propicia desafios acrescidos e "paisagens" vistas de forma diferente.


Percurso

Se apelidamos à primeira prova de NLAD (não lembra ao diabo), esta teremos que a classificar como PQMN - porquê é que me meto nisto...

Para começar a distância aumentou de 23kms, do ano passado, para 29kms deste ano, sendo que esse aumento traz sempre outra consequência: mais desnível. No total 1.100m de acumulado.
Altimetria_AVZ_2012

Depois porque a maioria do trail é feito em trilhos "erráticos", onde o simples exercicio de colocar o pé no chão é um desafio constante. Dizem que alguns deles só seriam mesmo usados por cabras, mas não acredito... acho que nem elas...

A juntar a isto o ambiente de montanha tipico, pois quando não eram os ambientes mais desabrigados com suas pequenas pedras a dificultar o percurso, eram os trilhos das enconstas e pequenos vales, onde a vegetação bloqueava o caminho e transformava a escuridão ainda mais escura.

Sim, porque tudo isto tudo à noite, sem qualquer iluminação, apenas contando com as nossas ténues luzes dos frontais.


Mas pelo meio a oportunidade de ver e estar em ambientes únicos, aqui ou ali pontuados por minúsculos pontos de luz que se deslocavam tão rápido o cosneguiam ou o queriam.

Como correu

Mais uma vez, e para já assim é, o objectivo é terminar, de preferência sem mazelas de maior.

A primeira subida prometia dureza, e felizmente não sentindo o efeito da chuva que caira antes ainda da partida, e ainda beneficiando da luz natural do lusco-fusco, lá chegamos ao primeiro abastecimento a um ritmo cauteloso, já que conheciamos o que ainda estava para vir.

A descida seguinte encerrava em si dois perigos, a falta de solo "firme" por causa das pedras que o pontuavam, aliado à velocidade que a inclinação obrigava. Isto tudo ainda antes da 1 hora de prova. Já no fundo do vale, a escuridão caiu e a partir daí só com os frontais acessos.

O vale trouxe-nos um curtissimo "descanso" já que percorremos alguns metros em plano, pois logo de seguida a segunda subida pela encosta até ao segundo abastecimento - aqui lá foi a nossa "estamina", mas não o entusiasmo. As forças não eram como inicio e a juntar a isto um grande "dessaranjo" intestinal de um de nós que acompanhou até ao fim da prova... E já tinhamos passado as 2 horas de prova.


Nova descida, menos acentuada, em trilhos largos de terra batida, poucas pedras...podiamos recuperar tempo - mas não dava, foi a pior parte da prova, porque sentia-se que se podia ir mais depressa mas o corpo semi desidratado não deixava.

Novas subidas ligeiras e descidas levaram-nos até ao 3º abastecimento, que ficava imediatamente antes do "rio". 3 horas e pouco de prova...

O rio era a nossa "besta" a ultrapassar, que tinha estado na nossa cabeça desde o inicio. Quase 2 kms no leito dum rio seco, onde o caminho é todo entre fragas e pequenos entalhes na rochas do leito que teria uma largura máxima de 5m entre as duas paredes, criando assim um "corredor". Contava ainda com subidas assistidas por corda e onde correr ainda que devagar não é um risco, é suicidio.


Curiosamente, as forças regressaram em parte e fizemos o percurso todo sem qualquer paragem a um bom ritmo, para o trajecto claro.


Finalmente o final do rio, que nos punha nos 25 kms de prova e a partir daqui seria só rolar até à meta...engano puro! Mais umas subidas que nos mataram, o ritmo caiu novamente e nem tão pouco se viam colegas para nos alentar, nem à frente nem atrás...ninguém por muitos e muitos minutos.

E perdemo-nos, falhamos um desvio e quando demos por ela estavamos junto a um casario com uma bifurcação, e nem sinais de fitas...um foi para esquerda outro para a direita e nada...há que voltar para tráz, lá foram mais 10 min. e o desalento aumentou.

Finalmente a ultima descida para a vila, falta 1 km, dizia-nos um voluntário - finalmente a rolar e sempre a correr!!!! após 4 horas de prova. Entrada no estádio, volta de chegada e cortar a meta - onde nos podemos deitar????!!!!
Organização
Logistica e instalações - excelente, a partida e chegada no estádio estava muito bom. As marcações igualmente, alguns trilhos tinham pequenos reflectores incrustados nas rochas salientes o que ajuda na escuridão. Ainda agora não sei como nos perdemos, mas à chegada também ouvi uns colegas a dizer que tinham feito 32kms, andaram perdidos...
Abastecimentos - não comemos nem bebemos quase nada (o dessaranjo não deixava), pelo que vi estavam q.b.. Acho que no final podia ter mais substância nos sólidos.

Vamos ao próximo...



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