Fase I - 0 a 21kms
E à oitava badalada da igreja de Dem aí fomos nós, serra acima. O tempo estava óptimo, o dia tinha acabado de nascer e nem tão pouco tinha sido uma noite fria, excelente temperatura.
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| Com a Analice - 68 anos e faz-nos ver a todos |
Começamos a subir o monte sobranceiro a Dem, com alguma cautela e resguardo já que a distância total era longa. Eram 3 kms de subida com alguma tecnica que apesar de tudo correu bem. Descida até aos 7kms e as coisas corriam melhor do que o esperado. Nova subida até aos 11kms, já com 2 abastecimentos ,um de sólidos, sem stresses.
E depois descer até ao rio, foi onde se conseguiu correr a sério, pois até aqui foi subir e descer lento.
O rio aparecia como uma grande dificuldade e foi, porque era dificil não atentar na paisagem. É claro que a velocidade na transsposição de pedras no meio do rio, muito escorregadias, alternadas com subidas ingremes nas encostas, não podia ser grande.
Nova pequena subida e chegamos à Montaria com 3:20h, e aqui tinhamos que decidir, ou prosseguir para os 42km ou desistir já ali.
Estavamos bem, o abastecimento revigorou-nos e seguimos...
Fase II - 21 a 30kms
A subida seguinte foi longa, muito longa 7 kms onde só se subiu, rapidamente se foi o entusiasmo e as forças! Nem a paisagem nos valia...
Trilhos que nos levaram ao cimo da Serra D'Arga, ao longo de caminhos e pedrados do maciço grantinico causaram moças. E como não chegava umas arrealiadoras nascentes de água, para nos molhar mais um pouco as sapatilhas, tornando o acto de caminhar ainda mais dificil.
No topo da serra, nova esperança. Uma colega experiente, dá-nos o ânimo: "agora é só mais aquela subida" (foram mais 3, mas pequenas) e depois é só descer. E assim retomamos um ritmo mais rápido na descida, finalmente a correr.
Novo abastecimento - "não há copos!" - bem, há que beber as reservas da mochila. Resolvemos parar mais à frente, trocar meias e estabelecer estratégia: nova subida vinha aí...
Fase III - 30 até ao fim
É preciso dizer que já iamos para lá das 5 horas, aquela ultima subida tinha-nos quebrado. Pela frente nova subida ao topo, onde tinhamos estado, a desmotivação depressa se instalou, ritmo chegou a baixar para 20min/km e o topo nunca mais chegava.
"Vamos chegar lá em cima e desistimos..." - desabafavamos..."ninguem nos pode pedir mais,...", sentavamo-nos um pouquinho e nova tentativa para por ritmo mais elevado.
Finalmente o topo, estendemo-nos uns segundos na relva, fresca porque não dava o sol, e levantamo-nos : "quem chegou até aqui fazendo o mais dificil, faz o resto!"
Breve corrida no planalto e descida até abastecimento, aos 34kms... não apareceu, será que vimos bem? 35, 36 e finalmente aos 37kms lá chegou. Àgua fresca, era só o que queriamos, breve conversa com os voluntários e prontos para última subida. Subimos um pouco mais rápido até às eólicas, a tarde tinha trazido algum vento, tornando o cimo da serra um pouco mais fresco. Nova descida pequena e outra subida? - "esta é que deve ser a última!".
Aparece um voluntário para dar ânimo e diz-nos só faltam 4,5km, é só fazerem uma subida de 500m, mas cuidado que é muito técnica e depois 800m de plano e começam a descer para a meta" - outra subida?
Nesta altura, subir era o estado natural do nosso corpo, pelo que parecia que já não nos importavamos...
Novo abastecimento aos 42kms e só faltavam pouco mais de 3kms, fizemos a correr!, por esta altura já ninguem corria, de modo que ultrapassamos alguns colegas na descida.
Meta a 1km, mais ânimo, metros finais e a desejada chegada - mais de 9 horas depois.
Não desistimos e não fomos os últimos...Mais tarde soubemos que das 3:30 previstas para o 1º, as dificuldades impostas fizeram com que o primeiro tivesse feito em quase 5 horas! a prova.



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